quarta-feira, 7 de julho de 2010

A raiva

Você já teve raiva? Muita, muita raiva? Raiva de verdade a ponto de querer, sei lá, dar um chute na cara de uma velhinha de 97 anos? Pois é, eu senti toda essa raiva. Culpa do banco Itaú. Quem já teve a oportunidade de se aborrecer com o atendimento desse banco sabe do que estou falando. O caso é o seguinte:

Abri minha conta há uns quatro meses atrás e solicitei um cartão de crédito. Até aí, tudo perfeitamente normal. Só que quando chegou o tal cartão veio no nome de "Alerj". Fiquei nervosa. Sabe, muita gente erra meu nome. Eu sempre tive pavor de primeiro dia de aula. Porque? O professor sempre chamava meu nome errado e as outras criancinhas riam de mim. Já me chamaram de "aléri", "alibi", "aliri" e até "alien". Tudo bem, "Alien" eu posso aguentar, mas "alerj", essa era nova. Respirei fundo e fui reclamar no banco. Eu disse à atendente que queria um cartão novo, e ela quis saber porque. Eu respondi calmamente que nunca tinha visto ninguém chamado Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. A mulher mexeu no computador e disse que um cartão novo chegaria na minha casa em no máximo 7 dias.

Os tais 7 dias viraram 3 meses e esta semana resolvi voltar ao banco para reclamar novamente. Entrei em uma fila quilométrica e quando consegui chegar ao guichê a mesma mulher de antes me atendeu. Eu perguntei se ela se lembrava de mim. Ela disse que não. Raiva. Tive que explicar o problema para a mesma pessoa mais uma vez. Ela pediu o número da minha conta, coisa que não sei e nem tenho anotado. Eu disse que não tinha a droga do número e ela insistiu que só poderia rastrear o cartão perdido com o tal número. Aí fiquei com muita, muita raiva. Aquele tipo de raiva que eu descrevi ali no começo do post. Contei até dez e falei: "Minha filha, o homem já foi à lua. Ele já clonou uma ovelha. Então não é possível que você não consiga apertar um simples botão pra resolver meu problema!" E ela disse que não era possível. Já muito nervosa, fui orientada a procurar um gerente para saber o bendito número.

Depois de esperar em outra fila, consegui falar com o gerente e tentei explicar à ele que de acordo com a lógica do capitalismo neo-liberal o banco estava perdendo dinheiro ao deixar de me concerder um simples cartão de crédito. Sem um cartão eu não poderia fazer compras e sem compras eles não poderiam me cobrar juros. E sem juros não haveria LUCRO. E, após pronunciar a palavra mágica, quase como um milagre, imediatamente, ele me informou o tal número. A linguagem do dinheiro é como o inglês: todo mundo têm que saber falar e quem não souber tá ferrado nessa vida.

Enfrentei a primeira fila mais uma vez para que, quando eu chegasse novamente no mesmo guichê, com a mesma atendente, ela me entregasse o cartão que já estava lá. Felicidade, contentamento. Mas por pouco tempo. Ao ler meu "nome" no cartão percebi que eles haviam trocado as sílabas e, ao invés de Alery, escreveram Arely.

Perdi minha aula e meu tempo a troco de nada.

Moral da história: Itaú, o banco feito para (foder) você.

2 comentários:

  1. com tantos nomes diferentes vc ja pode virar espiã ....rs

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  2. Itaú, feito para você (se estressar e te encherem o saco).

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